Italianidade

Uma Itália inteira dentro do Brasil

Sou Guilherme Antonio da Silva

Analista de Sistemas, Empreendedor e Poeta.

Dedico este trabalho as três mulheres da minha vida: Josiane, minha amada esposa, Helena, minha princesinha e Élia, minha mãezinha.

Em memória de meu pai Eduardo, minha avó Arminda. Sem a ajuda e incentivo deles certamente não seria um cidadão italiano.

A Deus, único que é digno de honra e glória, por ter determinado tudo desde os tempos eternos e por ter me plantado no seio da minha família.

UM CIDADÃO ITALIANO...

Quando criança ouvia falar que éramos descendentes de italianos. Nas reuniões de família sempre surgiam histórias que me deixavam extasiado. Eu absorvia tudo atentamente. Jamais saberei dizer como é possível sentir saudades de pessoas que jamais conheci, de abraços que jamais dei.

Aos 19 anos, comecei a pesquisar e montar nossa genealogia. Eram os anos mais dourados da União Europeia e meu único objetivo era virar cidadão italiano para ter acesso a todos as oportunidade e benefícios de ser um europeu.

Segui todas as dicas de alguns poucos sites e redes sociais que existiam na época. Corri atrás das histórias da minha infância, busquei os mais antigos. Minha avó querida, Arminda Leone, foi fundamental nessa procura. Ela me ajudou com datas, locais de nascimento e com algumas certidões que ela mesma tinha. Quando não sabia, conversava com minhas tias avós e na semana seguinte lá estava ela com as informações. Algumas, no entanto, eram impossíveis de descobrir assim, então meu pai e minha mãe me ajudavam a estimar datas possíveis e locais de nascimento, casamento e óbito. Na parede do meu quarto havia um mapa do Estado de Minas e um da Itália. Eu buscava nos prováveis cartórios e comuni e ia fazendo um círculo, que ia se expandindo ao redor daquele ponto inicial até que aparecesse, em algum lugar, um documento de um antepassado. Foi a busca mais intensa, o quebra-cabeça mais complexo já montado.

Não medi esforços, palavras, tempo ou dinheiro. Paguei pesquisadores em MG e na Itália. Na medida em que a serra da nossa genealogia foi ficando visível e vistosa, fui percebendo que melhor do que ser um cidadão europeu, que é em geral um passe livre para a União Europeia, melhor do que isso é saber de onde viemos e quais foram os responsáveis por nos trazer até aqui. Pouco a pouco fui percebendo que heróis existem por traz de rostos simples, de mãos calejadas de lavradores. Que se perpetuam no tempo através de seus descendentes, trabalhadores do campo, da construção civil, da indústria, técnicos de áreas diversos, graduados, artistas, políticos, médicos e doutores.

Meu objetivo passou a ser então resgatar parte da nossa “italianidade”, perdida ao longo do tempo onde nos antepassados sofreram tanto na luta pela sobrevivência. Justamente para nos colocar onde estamos e nos fazer quem nós somos.

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